
sábado, 28 de dezembro de 2013
RODOVIA DAS HORTÊNSIAS - PROGRESSO
Rodovia das hortênsias - Progresso
Quem transita pela RSC-423, no acesso da BR-386 à cidade, cerca de oito quilômetros antes, tem, por alguns instantes, a sensação estar chegando num município da serra gaúcha, como Gramado ou Canela. E motivos é que não faltam: o clima de montanha e as laterais da rodovia tomadas por hortênsias encantam os visitantes. Conforme a secretaria municipal de turismo, Simone Berté, a idéia de plantar hortênsias no trecho surgiu em 2010. “Tudo começou com a vontade de identificar Progresso, como muitas cidades já são, como Ilopolis, pela erva mate; Santa Clara do Sul, a cidade das flores; Colinas, a cidade jardim e tantas outras pelo Vale do Taquari.” Foi então que surgiu a idéia: "Progresso, Cidade Hortênsia", tendo em vista a beleza desta flor que já tinha sido plantada em outras gestões, na extensão da rodovia. “Conversamos, trocamos idéias, e decidimos lançar o projeto. Iniciamos com o viveiro, onde as escolas ajudaram fazer as primeiras mudas. Tanto foi comentado, que acabou fazendo com que as pessoas aderissem à iniciativa e agora o que testemunhamos é diversas comunidade estão usando a flor como ornamentação em suas residências”, comenta Simone.
Desde o lançamento do projeto em 2010, até agora já foram produzidas em torno de 100 mil mudas, sendo que a cada ano, são replantadas para o lugar definitivo na RSC- 423. “Em alguns trechos onde há terra boa, são plantadas também em estacamento, não precisando fazer as mudas no viveiro. Todos os anos também é revisado todo o trecho, pois muitas mudas são tiradas por pessoas que acham bonito, e acabam pegando as mudas pra levar pra casa. Então uma quantidade grande de mudas precisam ser repostas” afirma Simone. Já foram plantadas milhares de flores, numa extensão em torno de 5,5 km, nos dois lados da via, totalizando mais de 10 km. “Vamos continuar o viveiro fazendo mudas, replantando, mas temos uma dificuldade de cuidar de tantos quilômetros, pois a responsabilidade fora do perímetro urbano é do DAER, então pra fazer o plantio, temos que cuidar da limpeza, e pra fazer a limpeza precisamos de mais pessoal, tendo mais despesas, por isso esta é uma grande preocupação nossa. O ideal, seria cada proprietário, cuidar de sua parte, assim tudo seria mais fácil, mas vamos tentando, conversando, convencendo os moradores que isso é bom pra todos, não só para a prefeitura. Para 2014, temos outras ideias para difundir ainda mais a flor pelo município, Intensificando o viveiro, para produzir mais mudas. Pensando no turismo, penso que estas hortênsias até a entrada da cidade se traduzem num "seja bem-vindo!" e "Volte sempre!", complementa a titular da pasta. ]
texto e fotos 

Alício de Assunção

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
RETRATOS DE MARQUES DE SOUZA - 18º ANIVERSÁRIO
Nesta semana, dia 28 de dezembro, o município de Marques de Souza comemora 18 anos de emancipação. Privilegiado por uma natureza exuberante, onde a mão de Deus abençoou cada picada, linha e distritos com paisagens de encher os olhos, parte destas imagens podem ser conferidas na exposição fotográfica que realizamos em homenagem à data através de parceria com a Loja Certel, Projeto Passeios na Colônia e jornal O Informativo. A amostra fotográfica pode ser visitada até dia 31 de dezembro. Quem assinar o livro de presenças concorrerá a uma das fotografias. Confira algumas dessas imagens:
Fotos: Alício de Assunção














quinta-feira, 29 de novembro de 2012
COMUNIDADE QUILOMBOLA SÃO ROQUE - ARROIO DO MEIO
Numa região em que destacam-se as comunidades colonizadas por alemães e italianos, no interior de Arroio do Meio, chama a atenção a existência da Comunidade Quilombola São Roque. Localizada no distrito de Palmas, a cerca de 600 metros de altitude, um grupo de cerca de oitenta pessoas, descendentes de escravos africanos, convivem com costumes atuais, mas ainda preservam tradições de seus antepassados como a hospitalidade e o acolhimento aos visitantes além da gastronomia como os doces de Pau, ralado e de Coco e paçoca. De acordo com informações publicadas na obra “Arroio do Meio: entre Rios e Povos”, de autoria de Marcos Rogério Kreutz, Patrícia Schneider, Neli Teresinha Galarce Machado e Fernanda Schneider, a comunidade São Roque foi criada por um ex-escravo, conhecido como Vovô Theobaldo. Consta no livro que conforme informações orais de Araci da Silva, filha de Alcides Geraldo da Silva, o vovô Theobaldo teria feito parte de um quilombo denominado Moçambique. Deixando este quilombo, ele teria se radicado por um período em Estrela, segundo mais tarde para a localidade de São Roque, onde viveu até os 112 anos. Segundo informações do INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, a comunidade foi certificada pela Fundação Cultural Palmares em 17 de novembro de 2005. Integrantes da Associação Cultural vovô Theobaldo, Ângela Maria da Silva, Loni Maria da Silva, Cristina Aparecida da Silva, Rejane Maia da Silva, Marcolino Francisco Gomes, Daiane Aparecida da Silva Gomes e a matriarca Araci da Silva (76), relatam o dia da comunidade e lembram costumes perdidos com o tempo como almoços a base de pirão de farinha de mandioca reforçado com ossos de porco, que fortaleciam quem trabalhava na roça, além dos cantos entoados pelas mulheres enquanto lavavam roupas no arroio das proximidades. De acordo com elas, a maioria da comunidade professa a religião católica, freqüentando as Missas realizadas no salão comunitário. Numa pequena sala da residência de Araci da Silva, que também é benzedeira, e uma espécie de conselheira, pois em casos de discussões, ela dá a palavra final, existe o espaço para orações. Num altar estão imagens como Nossa Senhora Imaculada Conceição, a protetora da família e outros Santos. A Umbanda também faz parte da religiosidade local através do Centro Oxum de Ogum. Embora residam longe da cidade, a maioria trabalha na cidade, assim como os jovens que estudam na Escola Itororó em Palmas ou em Arroio do Meio. Nas terras íngremes e com muitas pedras, a dedicação para o cultivo de aipim, feijão, batata, milho e hortaliças. Ovos, frangos e produtos coloniais são comercializados na cidade. Algumas famílias trabalham com reciclagem de lixo.
Para manter os jovens no local a esperança é de que através de um trabalho de assessoria que a Emater/ RS-Ascar realiza seja implantada uma agroindústria. Água potável e luz elétrica estão presentes em todas as residências. A miscigenação com imigrantes alemães nas proximidades já resultam em namoros e casamentos, por isso, além dos Silvas, Borbas, Gomes, das Almas, aparecem na comunidade sobrenomes como Watcher. A maioria da comunidade professa a religião católica, freqüentando as Missas realizadas no salão comunitário. Numa pequena sala da matriarca Araci da Silva (76), o espaço para orações. Num altar estão imagens como Nossa Senhora Imaculada Conceição, a protetora da família. A Umbanda também faz parte da religiosidade local através do Centro Oxum de Ogum. As festas que ocorrem no salão comunitário resgatam um pouco das tradições com destaque para a gastronomia com rapadura, pão de milho, sucos e chás, além de apresentação de capoeira, artesanato de palha e de pano e umbanda. São tradicionais as festas do padroeiro São Roque, da Imaculada Conceição e do dia da Consciência Negra. Comunidade pacífica e ordeira, onde as propriedades não tem muro ou cercas de divisão. “Cada um sabe onde começa e termina sua terra, vivemos em perfeita harmonia”, afirmam os moradores.
Colunas anteriores estão em: umlugarnovale.blogspot.com
SÃO ROQUE - BOQUEIRÃO DO LEÃO
Na contramão da maioria das pequenas localidades da região que tendem a perder moradores e enfraquecer a economia, São Roque é uma exceção entre as comunidades interioranas, graças a investimentos nas áreas de fumicultura e reflorestamento, que movimentam a economia local. “Isto sem contar a produção de peixes, suínos, mel e tambos de leite”, comemora o comerciante Emílio Goergen, que ao lado da esposa Inês, mantêm uma casa de “secos e molhados”, há 40 anos, onde encontra-se de tudo um pouco. A família Bonassi é proprietária de outra casa comercial na comunidade. O prefeito atual, João David Goergen é natural da localidade, cuja história remonta à 1890, quando chegaram as primeiras famílias representadas por sobrenomes como Vedoy, que vieram da Espanha, Almeida, Bonassi, Bozzeto, Borghetto, Campiol, Basségio, Girardi, Keller, Klauss, Tozetto, Pontin, Bergonci, Possebon, Gadenci e Zannus. De lá para cá, altos e baixos, com muitos moradores estabelecendo-se com comércio na Sede do município, que fica a 4 quilômetros. “Mesmo assim, os que ficaram investem aqui e por isso temos um grande movimento. São 45 tratores espalhados pelas propriedades rurais, mais de uma dezena de casas construídas através do MPA e uma das maiores plantações de fumo do Estado, na propriedade da família Barbon, além de 400 mil pés de eucalipto”, comenta Emílio, que destaca também a tranquilidade do lugar, com temperaturas sempre amenas, apenas ainda com uma carência na localidade, a ligação por asfalto até Progresso, que dista 14 quilômetros. Ônibus interurbanos para Progresso, Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul, suprem as necessidades locais, além de oito linhas diárias que ligam com a cidade. Na área social, festas e bailes, jantares e rodeio crioulo agitam a comunidade. Nas entidades o destaque para o trabalho e promoções do Clube de Mães Líder da Serra, Comunidade católica, escola e CTG, agitam a comunidade. O Esporte Clube São Roque é tri campeão municipal. A Escola Estadual professora Addes Pozzebom conta com 130 alunos, coordenados por 16 professores e tendo como diretor Luiz Augusto Schmidt. Outras entidades como os grupos de bocha Maragatos, São Roque e Panelinha, além da equipe de veteranos de futebol, CPM, CTG Espora de Prata e Associação de água demonstram a participação popular nos destinos da comunidade. Um ginásio de esportes está em construção. A família Goergen destaca o envolvimento comunitário: “Todos pegam juntos, nossa sociedade é unida e uma prova disso são os recentes investimentos na comunidade católica”, afirma a presidente Inês. Internet e telefone DDD estão presentes na maioria das residências. Entre as empresas que se destacam está a Serraria Barbon. Entre os moradores atuais aparecem, sobrenomes como Calvi, Caumo, Zannus, Fopa, Bianchini, Oliari, Campiol, Goergen, Bonassi, Pontin, Possebon, Bozetto, Klaus, Possebon, Borghetto, Battisti, Baptista, Barbon, Brum, Bazzei, Almeida, Bergonci, Silva e Rizzeti.
domingo, 23 de setembro de 2012
FAZENDA MANINI - PROGRESSO
Quem circula pela estrada asfaltada que sai da Sede em direção ao distrito de Campo Branco, logo na saída da cidade, não tem como não ficar impressionado com as belas paisagens da Fazenda Manini, que acompanha um bom trecho do caminho da sinuosa rodovia. Administrada pelo ex-prefeito e produtor rural, Luis Paulo Manini e sua esposa Veridiana, o local é parada obrigatória para fotografias e visitas em qualquer época do ano, mesmo quando uma intensa neblina toma conta do local. Adquirida pelo seus pais Sebastião Antônio Manini e Elfrena Scheeren em 1959, a fazenda tem cerca de 130 hectares, é constituída de áreas de verdes campos, potreiros, sangas, arroios, árvores nativas, pastagens, milho, frutíferas e plantação de produtos de subsistência. Durante o outono, os plátanos emolduram a área, além de cercas de pedras ou taipas
Animais de diversas espécies também compõe o belo cenário. São criados gado de raça especial para corte, sendo que em torno de cem cabeças são comercializadas anualmente. Já o gado de leite, fornece 180 litros diariamente. Além disso, a presença de ovelhas e cavalos também chama a atenção. “Este conjunto de atrativos
somados com a hospitalidade e receptividade que dispensamos à todos, atraem visitantes seguidamente, como estudantes e recentemente a presença de 130 integrantes do projeto Caminhos da Colônia, que percorreram cerca de cinco quilômetros da área e saíram impressionados com tudo o que presenciaram. Este pessoal sempre retorna e traz mais gente junto”, afirma Luis Paulo. De acordo com o proprietário, escolas agendam a realização de piqueniques no local, onde os estudantes também podem conhecer um pouco das lidas campeiras. A intenção de Manini é de brevemente disponibilizar a área para o turismo rural. “Além desta fazenda, possuímos mais 100 hectares na localidade de Morro Azul, muito próximo daqui. Com isso pretendemos implantar o turismo rural, oferecendo alternativas diversas para que os visitantes possam usufruir um local com toda a infraestrutura, como passeios, conhecimentos da vida no campo, contemplação da natureza e o ar puro num clima de montanha”. A altitude máxima na fazenda chega a 560 metros, de onde podem ser avistados as cidades de Pouso Novo, Boqueirão do Leão, Barros Cassal e a BR-386. Enfim, o local é um cartão postal permanente do município.
FAZENDA SINUELO - PROGRESSO
Nesta época do ano, período em que as manifestações de culto as tradições afloram por todos os recantos do Rio Grande do Sul, vamos conhecer um pouco de um dos locais considerados mais autênticos no que se refere a usos e costumes gaúchos em nossa região. A Fazenda Sinuelo situada á dois quilômetros da Sede do município foi adquirida em 1937 por Albino Scheeren e até hoje continua como propriedade da família, sendo administrada pelo filho, Getúlio Scheeren. Considerada o berço dos rodeios na região, o primeiro foi realizado em 1954, o local também abriga a sede do CTG Sinuelo da Amizade, que anualmente realiza o rodeio crioulo estadual. Quem circula pela fazenda irá se deparar com uma típica estância gaúcha, onde pode se avistar a criação de gado, ovelhas e cavalos, o galpão para as refeições, mangueiras, aramados, pista de tiro de laço. Peões são encarregados das lidas diárias com os animais, além disso, parte do amplo espaço serve também para o cultivo de alimentos de subsistência. A natureza também tem suas marcas no local. São riachos, cascatas, centenas de árvores nativas, que compõe paisagens que encantam os visitantes. Trilhas em meio a vegetação podem ser percorridas tranquilamente. No sub-solo também encontram-se riquezas naturais como pedras preciosas e grés e fontes de águas. As visitas são quase que diárias, nesta época estudantes chegam em busca do conhecimentos de nossas tradições, de acordo com Scheeren. “O pessoal que vem aqui, sente-se em casa, pois dispensamos toda a hospitalidade gaúcha, para que as pessoas sintam-se á vontade. Quem vem uma vez, volta sempre. O exemplo disso está nos rodeios crioulos realizados em fevereiro de cada ano. A cada edição são milhares de pessoas que retornam”, complementa. A fazenda também serve como cenário para casamentos, encontros de famílias e visitas ilustres como recentemente o ativista italiano Césare Battisti e em anos passados os cantores tradicionalistas Teixeirinha, José Mendes, Gildo de Freitas e o poeta Jaime Caetano Braum.
domingo, 22 de julho de 2012
BARRA DE TOCAS - PROGRESSO
Situada á dezoito quilômetros do centro da cidade e acessada por estrada de chão, a pequena localidade habitada por cerca de cinquenta moradores, encanta os visitantes pelas belezas naturais. Banhada pelo rios Fão e Tocas e situada a 500 metros de altitude, o que proporciona um clima ameno durante boa parte do ano, faz divisa com a localidade de Coxilha, em Fontoura Xavier. Entre os atrativos está a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, local da festa dedicada à Santa e que ocorre sempre no último domingo de janeiro. A denominação da localidade, de acordo com o ex-morador, Juarez Trombini, deve-se ao rio que deságua no Fão e a existência de diversas tocas junto á gruta, visíveis até hoje e que teriam sido utilizadas como moradias por índios. Seus pais, Santo e Doralícia Pavi Trombini ainda permanecem na localidade. A colonização iniciou por volta de 1910 quando chegaram as famílias vindas de Novas Bréscia, Putinga e Garibaldi, entre eles os Gottardi, Portaluppi, Teston, Trombini, Pavi, Bassani, Crestani e Bagatini. A festa ao padroeiro Santo Antônio é realizada no mês de junho, com a presença de ex-moradores que atualmente residem em cidades como Porto Alegre, Novo Hamburgo e nos Estados de Santa Catarina, São Paulo e Paraná. A economia baseia-se na produção de fumo, gado leiteiro e o cultivo do milho. “Uma comunidade ordeira, um lugar tranquilo onde vive-se muito bem em meio a uma natureza deslumbrante”, afirma a moradora Ivone Gottardi. Da escola municipal Fernandes Vieira, desativada em 1995, resta apenas o prédio e a lembrança de professores como Caetano Finatto, Gelsina da Silva, João Gottardi, Lurdes Del`Losbel, Leda Trombini e Ângela Stacke. Recordações também da casa comercial da família Bagatini. Atualmente a comunidade abaste-se em outras localidades. No lazer, além das festas, a disputa de corridas de cavalos atrai competidores de toda a região. A igreja católica pertence á paróquia de Bela Vista do Fão, com missas realizadas uma vez a cada mês. A tradição do terço mantêm-se sempre no primeiro domingo do mês. Por estar próxima a divisa com Pouso Novo, a comunidade sente-se prejudicada pela não reconstrução da ponte sobre o Rio Fão em Barra do Dudulha, que facilitava o deslocamento até a BR-386 e por conseqüência à diversas cidades da região.
Assinar:
Postagens (Atom)






