sexta-feira, 29 de abril de 2016

CASCATA RASGA DIABO EM VESPASIANO CORRÊA

Um espetáculo da natureza bem perto de nós, que apesar do nome, é mais uma das maravilhas construídas pelas mãos de Deus no Vale do Taquari. Localizada na Linha Eduardo Guinler, interior de Vespasiano Corrêa, a Cascata Rasga Diabo encanta os visitantes pela sua imponência. Possui 135 metros de altura, divididos em três quedas d`agua. Além disso, uma intensa mata nativa circunda a cascata tornando-a ainda mais atraente. Práticas esportivas são realizadas no local como Trekking e Cascading. Para chegar ao local, percorre-se um trecho a pé e por isso recomenda-se que a visita seja guiada. Interessados devem entrar em contato com a empresa V13 Adventure que seguidamente conduz grupos até o local como ocorreu recentemente quando um grupo de trinta pessoas, oriundas de diversas cidades do Estado, esteve no local praticando Cascading. Informações e agendamento podem ser obtidas pelo fone 54-97115294.
Fotos> V13 Adventure/divulgação




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

PERAU DE JANEIRO - ARVOREZINHA

Perau de Janeiro - Arvorezinha
Não tem como não se encantar. Não importa se é verão ou inverno ou outra estação. Na localidade de Linha Torres Gonçalves, à 20 quilômetros do centro da cidade, transitando por cerca de dez quilômetros em estrada pavimentada com cascalhos e britas, chega-se a um dos locais onde a natureza e a mão de Deus abusaram em termos de belezas naturais. Dentro de uma extensa área de mata nativa, um paredão com cerca de 200 metros de altura já chama a atenção mesmo alguns quilômetros antes do visitante chegar ao local. O Perau de Janeiro, como é chamado pelos moradores, tem essa denominação, porque segundo eles, somente nesse mês o sol reflete no rio Forqueta, na parte debaixo do paredão. Serpenteando por  toda a área, o manancial surpreende os visitantes a cada espaço em que seu leito percorre a área por dezenas de quilômetros. Quem se aventurar a seguir as trilhas em meio a imensas árvores margeando o rio, irá se surpreender a cada instante. Em um trecho, para acessar a outra margem, uma espia de aço facilita a passagem, em mais um momento especial para quem gosta de aventura. Os atrativos são intermináveis. Quando o visitante imaginar que já viu tudo após visualizar um poço, onde moradores dizem estar no fundo das águas uma caixa de armas ou percorrer mais um longo trecho em trilha por mata fechada, chega-se a um lugar exuberante. Uma extensa queda de água límpida é a recompensa para todo o esforço. Piscinas naturais e o som das águas deixam todos impressionados pelas belezas do lugar. Aliás, um lugar onde a natureza continua intacta graças a presença de um pequeno anfíbio, o sapo-de-barriga –vermelha, descoberto recentemente por pesquisadores e que acabou evitando que naquele local se construísse uma usina hidrelétrica.  O local oferece cabanas e locais para acampamento durante todo ano.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

CANHADA FUNDA - POUSO NOVO


Um lugar privilegiado pela natureza. Cascatas, arroios com águas límpidas, mata nativa e o som de muitos pássaros. Atrativos que fazem da bucólica localidade, situada à cerca de sete quilômetros da cidade, um local especial para quem curte a natureza e as coisas simples do interior. De um passado onde Canhada Funda era rota obrigatória de passagem para quem se deslocava de Pouso Novo à Bela Vista do Fão em busca de serviços de cartório e do hospital, hoje restam apenas lembranças aos vinte moradores que ainda permanecem por lá.  Todos se dedicam à agricultura como a família do casal Gentila Giongo (62) e Flávio Giongo (62) (foto), a filha Cleusa Locatelli (28) e o genro Cristiano Locatelli (36) e os netos Leonardo Predebon (7) e Lucas Pedrebon (12).  Construíram sua vida no local. “Aqui tinha muito movimento, o pessoal vinha até o moinho colonial de José Bazzo trazer produtos para moer, além da serraria tocada à agua. Outros passavam pela barca no Rio Fão.  Com o tempo isso foi terminando e agora quem permanece aqui se dedica a produção de frango, milho e leite. É um ótimo lugar para viver, muito tranquilo”, afirma Flávio. Tranquilidade e belezas naturais que cativam visitantes. Entre essas está uma queda d`agua, onde havia um moinho. Com águas transparentes, o som ecoa pela mata densa e pelos morros.  Colonizada a partir de 1910, entre os pioneiros são lembrados as famílias Possebom, Salvatori, Borba, Mariani, Mezzacasa, Bassani, Bonacina, Giovanella, Costantin, Rogéri, Fachi, Ferrari, Barbieri, Siqueira, Laurindo, Silva, Borges, Picoli, Maciel, Giongo, entre outros. Outro atrativo é a pinguela sobre o Rio Fão, com 130 metros de comprimento. Seguidamente grupos de caminhantes passam pela localidade.



Fotos Alício de Assunção


sexta-feira, 10 de julho de 2015

ARROIO DO LEITE - POUSO NOVO


Situada entre montanhas e vales e rodeada por uma natureza exuberante próxima ao Rio Forqueta está a localidade que dista cerca de dez quilômetros do centro da cidade. Atualmente habitada por oito famílias, representadas por cerca de 30 moradores, a pequena comunidade carrega uma linda história de heroísmo, perseverança e conservação de valores que já se mantêm por quase oitenta anos.  De acordo com pesquisa histórica realizada pela professora Vergínia Hanauer e seu esposo Ventelino Hanauer (foto)
foi no ano de 1926 que chegaram à localidade os primeiros moradores, oriundos da localidade de Boa Vista em Garibaldi. Eram as famílias de Vicente Facioni, Batista Cerutti, Benjamin Motta, Guilherme Rama e Domingos Barbieri. Ao avistarem o arroio que passa pelo lugarejo, devido às aguas claras, logo passaram a denominar a nova morada de Arroio do Leite, que permanece até hoje. Em 1938  iniciou-se a construção de uma pequena capela, mais tarde substituída por uma de madeira que é conservada até hoje. Como padroeiro foi adotado São Valentim, sendo que a festa em sua homenagem ocorre no terceiro domingo de fevereiro.  Em 1973, ocorreram as primeiras Missões Populares e que recentemente foram novamente realizadas na comunidade. A comunidade religiosa possui 25 famílias associadas, porém apenas oito ainda residem na localidade, dedicando-se a produção primária como aviários, reflorestamento e plantações para subsistência. O êxodo rural, como em tantas outras comunidades, acabou reduzindo o número de moradores. “Os mais jovens acabaram por partir em busca de oportunidades melhores em outras cidades, como Porto Alegre, mas sem perder o vínculo com a terra em que nasceram”, afirma a professora Vergínia que por muitos anos esteve a frente da escola municipal já desativa. Além da igreja histórica da localidade outro atrativo turístico é uma queda de água com cerca de 3º metros de altura e que pode ser visualizada desde a estrada geral.






domingo, 5 de abril de 2015

LINHA NATAL - TRAVESSEIRO






Fundada em 1915 pelas famílias de Inácio Höffle, Aloisio Bergmann, Ventutto Pacce, João Waissmann, Henrique Höffe, Sebastião Höffe, Otto Rempel, Oscar Southier, Jacó Dill, Raimundo Rempel, Mathias Rempel e as famílias Sequi e Fraisleben, a localidade de Linha Natal é também conhecida como Picada Natal e localiza-se na divisa entre Travesseiro e Capitão. Professor da escola Olavo Bilac, que funcionou até 1993, o professor Lasiê Delazzeri, atualmente exercendo a função de agente administrativo da prefeitura de Travesseiro, pesquisou a história da localidade. “Os pioneiros chegaram a pé, abrindo piquetes, derrubando árvores e enfrentando muito perigo. As mudanças eram feitas à pé e economia da época se baseava na criação de porcos e cultivo de feijão e milho”. A primeira capela foi construída em 1920 em terras doadas por Mathias Rempel. A denominação de Linha Natal se deve ao padroeiro que é Menino Jesus. As mercadorias chegavam as residências transportadas através de tropas de burros, vindas Arroio do Meio e Nova Bréscia. Entre os padres que atuaram na comunidade são lembrados os nomes de Valentino, João, Edvino Pulk, Reinoldo, Arlindo Pofmann, Alberto Fiat e Vilibaldo Back e Silvério Schneiders. Ainda nos registros históricos, no setor de educação, em 1920 as aulas eram ministradas em residências particulares. As primeiras professoras foram Clementina Freisleben e Maria Zulmira Dietrich, Rosina Biazebetti, Ana Vilma Veizemann, Gerna Erna Veizemann, Almiro Dadaut, lenita Theves, Ervino Breitemback, Guido Kurach, Nair Sartori, Deonira Lurdes Pagliarini, Jandira Biazebetti Giongo, Teresinha Merlo, Laziê Delazzeri e outros. O Arroio Feiticeiro que corta a localidade é formado a partir da junção dos Arroios Gaúcho e das Rãs. Com o decorrer do tempo os moradores, devido ao terreno montanhoso e com poucas perspectivas de melhora de vida, acabaram mudando-se para outras comunidades. Atualmente somente um morador reside na localidade, se dedicando ao reflorestamento e criação de suínos. Extensas áreas de terras são utilizadas para plantações de pinos, acácias e eucaliptos. Também merece destaque a produção de paralepípedos. A igreja e o cemitério estão em ruinas, tomados pela vegetação. O sino da igreja foi doado para a comunidade católica de Marques de Souza. O templo encontra-se muito danificado, com janelas destruídas e inscrições nas paredes. Para acessar a localidade deve-se acessar por Linha Zanotelli, interior de Capitão, de onde se toma uma estrada por cerca de seis quilômetros. Recomenda-se utilizar veículo tracionado ou percorrer cerca de um quilômetro a pé.

Textos e fotos Alício de Assunção 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

LINHA PAREDÃO - SÉRIO



Entre montanhas e extensas áreas de plantações está a localidade de Linha Paredão, situada à cinco quilômetros da Sede do município. Acessada  pela RSC-421, recentemente asfaltada, a comunidade localiza-se na divisa com Santa Madalena, pertencente à Boqueirão do Leão.  Uma estrada municipal sem pavimentação, margeada por habitações de ambos os lados, dá a impressão que não existem limites geográficos, devido a proximidade e integração entre os moradores dos dois municípios. Os cerca de 150 habitantes dedicam seus afazeres diários à economia local baseada no reflorestamento, suinocultura, avicultura, laticínios, gado de corte, serraria, marcenaria, psicultura e fumicultura. O salão comunitário, além de ser o local de encontro para a comunidade, serve também como ponto religioso, onde uma vez por mês ocorrem as Missas.  O padroeiro da comunidade é São Cristóvão.  Também casas comerciais servem como locais de lazer e para colocar as conversas em dia. Uma desses pertence à Augusto Favaretto. A outra é atendida por  Araci Weber Corbelini, que também  atua como costureira e diz gostar muito da localidade. “Moramos numa comunidade tão boa de viver. Já pensamos diversas vezes em mudar para Lajeado, mas relutamos e ficamos aqui, pois é muito calmo e tranquilo, as pessoas se conhecem e se ajudam”, comenta.  No armazém, que tem de tudo um pouco, atendendo as necessidades básicas da população, o antigo caderno de anotações das compras à prazo ainda é utilizado. “Sempre funcionou assim, o pessoal compra, anotamos em logo eles pagam. Quase não temos problemas de inadimplência, o pessoal sempre acaba quitando as dividas”, destaca Araci. Entre os sobrenomes de famílias que residem na localidade aparecem Favaretto, Aroldi, Corbelini, Ferri, Arioti, Biancheti, Weber, Primaz, Sartori, Danieli, Wagner, Stoll, Monteiro, Martini, Kunzler e Fontana.




sábado, 25 de janeiro de 2014

SÉRIO - A BENZEDEIRA DO MORRO DO SARTORI

A benzedeira do morro – Sério Localizado próximo a cidade, com 675 metros de altitude, o que permite uma visão panorâmica de diversas localidades da região, o Morro do Sartori, além das belezas naturais, também motiva histórias relatas pelos moradores como o depoimento a se seguir que nos concedido pelo morador Sadir Capoani. “Na propriedade de Ivanir Sartori, também conhecida como Morro do Sartori, em nosso município, vivia há muitos anos uma senhora muito humilde juntamente com sua numerosa família. Conhecida como Joana, e como até nos dias atuais é cultura da região o “ofício” de benzedeira, ela era conhecida por todos como a Benzedeira do Morro. Pessoas de diversas localidades procuravam a benzedeira quando algum membro da família adoecia. Como dona Joana era muito pobre, para as pessoas não irem até a sua casa, ela realizava os rituais das benzeduras em um tronco de Canjerana, que existe até hoje na propriedade. Ali ela cuidava dos doentes com benzeduras e ervas medicinais, Dona Joana não cobrava pelo trabalho mesmo sendo muito pobre, pois acreditava que se cobrasse algum valor a benzedura não teria efeito. Então, as pessoas atendidas doavam alimentos para a benzedeira, que servia de sustento para sua família juntamente com peixes que eram pescados em pequenos açúdes que ali existiam. Os filhos da benzedeira eram os responsáveis pela pesca sendo que as doações eram depositadas junto ao tronca da canjerana. Como na época a propriedade era de difícil acesso, o morro tem 665 metros de altitude, muitas pessoas que procuravam a benzedeira já bastante debilitados pela doença, não resistiam e acabavam falecendo e em muitos casos eram enterrados ali mesmo na propriedade. Inclusive um filho da própria benzedeira. Por isso a propriedade ficou conhecida por várias histórias, lendas de aparições e de fatos estranhos acontecidos no local contados pelos frequentadores do local. Uma se destaca é contada pelo Ivanir Sartori, que diz que no local por várias vezes já foi visto pescando durante a noite em açudes, um menino sempre carregando um lampião. Fato esse que muitos acreditam ser contado pelo proprietário para intimidar possíveis pescadores que pretendem frequentar o local sem permissão”.