sábado, 9 de junho de 2012

ARAÇÁ- PROGRESSO

Há 26 quilômetros da Sede do município situa-se a localidade que conta com apenas um morador. Já pelo caminho, partindo de Campo Branco, residências abandonadas revelam o cenário que espera os visitantes. Há três quilômetros, ainda na localidade de Cordilheira, percorre-se um túnel verde, onde a estrada é praticamente tomada no alto, por imensas árvores. Neste trajeto, em alguns locais, é possível avistar-se o rio Fão, que encanta pelos contornos ao redor dos morros, formando o desenho de uma ferradura, na divisa com a localidade de Galvão, pertencente a Fontoura Xavier. Chegando á localidade, pela estrada, que, em alguns momentos tem-se a impressão desta não ter continuidade, o cenário é desolador . A residência do ex-vereador Darci Miguel Moretto, onde reside com a esposa e a filha, é o único sinal de vida no local. Ao lado estão a igreja católica, o cemitério rodeado por uma cerca de pedras e com a maioria dos túmulos em sinal de abandono, o salão comunitário e o prédio da antiga escola Vieira da Cunha, desativada em 1990. O silêncio é quebrado, de vez em quando, pelo canto dos pássaros ou pelo som das águas do Arroio Araçá. Conforme o professor Valdir Pellenz , que atuou na escola, a situação atual contrapõe-se com o período até 1990, quando cerca de cem alunos freqüentavam a instituição. “Aos poucos o pessoal foi comercializando suas terras, retirando-se e indo para a cidade em busca de melhores condições de vida e restou o que hoje se vê por aqui, a maior parte da área é tomada por reflorestamento.” Trinta e cinco famílias viviam na comunidade, entre os anos de 1970 e 1990. Neste período a comunidade recebeu os prédios novos da igreja e do pavilhão através de uma ação coordenada pelo frei Albano Bohn. “Bons tempos quando funcionava um moinho colonial movido a pedra, as festas comunitárias com jogos de bochas e encontro de ex-moradores”, relata Pellenz. As casas comerciais de Francisco Massullini e Armindo Henicka abasteciam os moradores. A capelinha com a imagem de Nossa Senhora de Fátima pecorria as residências. Na história registrada em livro pelo religioso é destacado que em 20 de março de 1942 era rezada a primeira missa na comunidade na residência de Cândido Rosa e mais tarde na casa do morador Juvêncio Soares e Oliveira. Em 14 de janeiro de 1953 era realizada a benção da imagem do padroeiro São Roque. Entre as famílias que residiam na localidade, Pellenz cita os sobrenomes Schabat, Henicka, Pinto, Massullini, Padichello, Santana, Batista, Bernardo dos Santos, Folmantte, Lima, Nunes, Silva, Moraes, Gonçalves, Soares, Dalberto, Severgnini, Webber, Picolli,

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